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08 de Fevereiro de 2010
 
Crise econômica mostrou a força dos negócios verdes
 
Relatório State of Green Business 2010 demonstra que não houve tantas demissões de profissionais das áreas de meio ambiente e sustentabilidade como era de se esperar e que as companhias não pararam de investir nesses setores.
 
 

Seria natural que a crise financeira mundial tivesse obrigado as empresas a cortarem gastos em áreas “dispensáveis”, entre as quais muitos colocariam ações para o meio ambiente e sustentabilidade.  Porém, segundo o relatório State of Green Business 2010, isso não aconteceu, o que demonstraria um maior comprometimento das empresas com o planeta e com os consumidores atentos à ecologia.

“A boa notícia é que os negócios verdes não fecharam as portas durante a recessão. E diferente de outras crises do passado, os profissionais ligados à sustentabilidade não foram demitidos no primeiro momento por políticas de diminuir custos das empresas”, afirmou Joel Makower, editor executivo doGreenBiz.com, que produziu o relatório.

O State of Green Business 2010 pesquisou 2700 membros do GreenBiz Intelligence Panel, e cerca de 80% deles afirmaram que suas companhias seguirão investindo nos próximos meses ao menos a mesma quantidade de recursos em meio ambiente, saúde e segurança do que nos últimos anos.

O relatório, publicado nesta quinta-feira (4), demonstra que inovações e melhorias ambientais se tornaram valores a serem buscados, e que, quando ultrapassados os períodos de crise, podem ser diferenciais de competitividade.

Das 20 medidas de progresso avaliadas pelo relatório, seis estão em alta e três perderam espaço. As outras 11 estão estagnadas ou fazendo avanços mínimos.

Entre os grandes progressos está a noção da “transparência radical”, pela qual as informações sobre as companhias, produtos e ingredientes estão totalmente disponíveis para que os consumidores tomem suas decisões.  O relatório também reconhece os esforços de grandes atacadistas, ONGs e da mídia de divulgar cada vez mais informações sobre os atributos ecológicos dos produtos.

O crescimento dos automóveis mais econômicos é outro fator positivo. Enquanto o consumo individual de carros teve uma forte queda durante a crise, as empresas que compraram suas frotas levaram muito em conta o quesito economia e acabaram optando por carros híbridos, elétricos ou movidos por outros combustíveis alternativos.

Um ponto negativo é o que diz respeito ao lixo eletrônico. De acordo com o estudo, a quantidade desse material sendo reciclada é muito inferior ao que seria desejável. Nos Estados Unidos, apenas 400 mil toneladas das mais de 3 milhões que são jogadas no lixo por ano são recicladas.  Um cenário que permanece inalterado pelos últimos anos.

Por outro lado, a quantidade de água necessária para produzir cada dólar do Produto Interno Bruto dos EUA vem caindo cada vez mais, uma redução de 30% nos últimos 25 anos. Esse avanço vem principalmente da melhoria nos processos industriais.

“A economia verde está viva e bem, mesmo durante estes anos difíceis. Existem sinais encorajadores de inovações e tecnologias limpas, assim como de eficiência nos negócios. Esses são fatores que devem nos ajudar a sair da crise”, declarou Makower.

fonte: Carbono Brasil/GreenBiz.com

 
 
 
 
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